Grupo Origem

O ORIGEM é uma ONG fundada em 1988 que tem como missão apoiar, defender e promover o aleitamento materno como direito da mulher e da criança.

Contato:

  • Telefones: 55-81-3082-8527
  • Fax: 55-81-3421-6099
  • Email: Origem.GrupoOrigem@gmail.com

    Visite também:

  • Nosso Site
  • Amamentação Online
  • Logotipo da Rede Via Láctea

    A Rede Via Láctea é composta por nove grupo populares, formados por mulheres, que se localizam em comunidades das cidades de Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes. A Rede conta com a parceria/assessoria do Grupo Origem e promove atividades para a promoção da saúde, e outros direitos, em suas comunidades

    O Grupo Origem representa no Brasil a WABA - World Alliance for Breastfeeding Action

    - WABA - World Alliance for Breastfeeding Action
    O Grupo Origem faz parte das seguintes redes e espaços de articulação:

  • Comitê de Avaliação e Monitoramento do Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal
  • Rede Feminista de Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos
  • Rede de Colaboração Comunitária
  • Fórum de Mulheres de Pernambuco
  • Campanha CRIS Brasil
  • ABONG - Associação Brasileira de ONGs
  • REHUNA - Rede de Humanização do Parto e do Nascimento
  • Rede de Tecnologia Social

    O Grupo Origem compõe os seguintes espaços de controle da sociedade sobre as políticas públicas:

  • CONSEA Pernambuco - Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional de Pernambuco
  • COMSEA Recife - Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de Recife
  • CONSEANO - Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional de Olinda
  • Conselho Municiapal de Saúde de Olinda

    Sites brasileiros sobre amamentação:

    - Amamentação Online
    - Aleitamento 24 Horas
    - Amigas do Peito
    - Rede IBFAN Brasil
    - Rede Nacional de Bancos de Leite Humano
    - CEA Odonto
    - Bebê de Peito
    - Amamentação e otorrinolaringologia

    Links de sites sobre Direito Humano à Alimentação Adequada e Segurança Alimentar e Nutricional:

    - FIAN Brasil
    - Fórum Brasileiro de Segurança Alimentar e Nutricional
    - Centro Nordestino de Medicina Popular
    - CONSEA Nacional
    - CONSEA de Minas Gerais
    - Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos
    - COMIDHA


  • Sexta-feira, Março 31, 2006

    Copo da Medicina para substituir mamadeira
    Cristiane Faccio Gomes
    Artigo do Jornal Entrelinhas de Botucatu


    O uso da mamadeira é pior método de alimentação de lactentes não só por razões de riscos, mas também por gerar distorções no funcionamento da musculatura do rosto da criança e provocar possíveis alterações ortodônticas.

    Essa é uma conclusão de pesquisa realizada pela fonoaudióloga Cristiane Faccio Gomes e que foi objeto de sua tese de doutorado no Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Unesp/Botucatu.

    A investigação revelou que, na impossibilidade do aleitamento materno, a melhor solução para fornecimento de alimento ao lactente é a utilização do copo. O recomendável - diz a pesquisadora - é sempre o aleitamento exclusivo no peito por 6 meses, continuado até 2 anos ou mais, com o uso do copo sempre que necessário, ou seja, quando a mãe estiver trabalhando ou quando se ausentar por período superior ao da alimentação da criança. Aos seis meses - acrescenta Cristiane - a criança já pode utilizar o copo para ingerir água e sucos, não necessitando, em nenhum circunstância, do uso da mamadeira.

    Segundo a fonoaudióloga, o seu trabalho revelou que, além dos benefícios já conhecidos e divulgados mundialmente, tornam-se claras as vantagens do aleitamento materno para o crescimento das estruturas e desenvolvimento das funções do Sistema Estomatognático e que favorecem o crescimento facial, a criação de espaços adequados para a erupção dentária, a respiração nasal, a deglutição adequada e a preparação para as funções de mastigação e fala.

    Nesse quadro - diz a pesquisadora - as relações dos métodos de aleitamento com a fonoaudiologia tornam-se óbvias: todo o trabalho realizado naquela fase da vida da criança atua como fator de prevenção a diversos agravos: alterações musculares, dificuldades de fala no que se refere a embaraços na articulação de sons por diminuição do tônus muscular, deglutição atípica, Síndrome do Respirador Bucal e suas conseqüências na aprendizagem, otites de repetição que podem provocar perda auditiva irreversível, e alterações ortodônticas com repercussões na mastigação, fonação, vedamento labial e outras.

    As funções musculares

    Na realidade, cerca de vinte músculos atuam durante a ordenha do leite materno. Entretanto, está comprovado, por meio de diversas pesquisas, que os músculos masseter, temporal, digástrico, supra e infra-hióides, pterigoideos laterais e mediais são os mais ativos, exatamente porque são responsáveis pela movimentação da mandíbula (abaixamento, protrusão, elevação e retrusão) estimulando o crescimento facial de maneira adequada. Outros músculos, como é o caso do bucinador atuam, também, porém de forma menos intensa, ao contrário do que ocorre no aleitamento por mamadeira.

    No uso da mamadeira, então, e ao contrário do que seria esperado, os masseteres e temporais apresentam atividade diminuída e os bucinadores revelam ações mais intensas. Isso porque o lactente alimentado por mamadeira realiza sucção por pressão negativa, ao contrário do aleitamento materno no qual ocorre a ordenha por pressão positiva em maior escala e, apenas, alguma pressão negativa. Por esse motivo, o lactente, na mamadeira, pode desenvolver basicamente dois tipos de sucção: a sucção que favorece o aumento da atividade dos bucinadores, gerando uma pressão sobre os maxilares e resultando em alterações ortodônticas e palatinas, com possíveis conseqüências respiratórias. Por outro lado, o outro tipo de sucção favorece a atividade aumentada da língua. Por isso algumas crianças que sugam mamadeira apresentam alterações ortodônticas e outras não.

    Os riscos e o uso do copo

    A cultura popular dita que a alimentação por copo é mais difícil, favorece mais chances de engasgos e as mães referem medo de oferecer leite por copo. Na realidade, vários autores já demonstraram que o uso da mamadeira é mais arriscado ao bebê por alguns motivos: aumento do furo do bico para que o leite apresente uma saída mais rápida, bem como o fato de muitos bebês mamarem deitados e com as mamadeiras escoradas. O aumento do furo da mamadeira impede que o bebê controle o fluxo de leite e possa parar para descansar ou respirar. As mamadas deitadas são muito perigosas, pois os engasgos e aspirações são mais fáceis de ocorrer, bem como a entrada de leite pela Tuba Auditiva das crianças (que é mais horizontalizada que no adulto), promovendo otites de repetição.

    A forma mais segura de alimentar o bebê é o aleitamento materno e o uso do copo como método alternativo e temporário, pois para oferecer leite por copo, o adulto deve estar presente e prestar atenção na alimentação do lactente. Alguns autores já descreveram a técnica para que o bebê possa ingerir o leite e realizar pausas para respirar sem que haja volume de leite sendo derramado em sua cavidade oral. A adoção da técnica correta e a paciência são essenciais para o sucesso desse tipo de alimentação.

    Aleitamento materno ainda é pequeno

    Existem dados de pesquisas de prevalência e incidência de aleitamento materno, e sabe-se que ele, apesar de ter aumentado nos últimos anos, ainda é muito baixo (60% no índice de aleitamento materno até seis meses, porém não de forma exclusiva e 13% em aleitamento materno exclusivo até o sexto mês - Brasil, 2002). O que se apurou, ainda, em pesquisas é que o uso de chupeta e mamadeira durante o aleitamento materno promovem o desmame precoce, ou seja, o lactente tende a rejeitar o seio materno ao iniciar a sucção de tais bicos, pois a movimentação muscular muda completamente e os bebês acabam preferindo a mamadeira pela facilidade.
    No caso do copo, não há pesquisas com uso de métodos objetivos, pois seu uso é relativamente recente e geralmente utilizado apenas nos hospitais que recebem do Ministério da Saúde, o Certificado de Amigos da Criança, pois nesses hospitais é proibido o uso de chupetas e mamadeiras. Acredito que muitas pesquisas possam ser desenvolvidas nessa área.

    A pesquisa

    A investigação realizada pela fonoaudióloga Cristiane Faccio Gomes é inédita no que se refere, principalmente, à análise da participação muscular no aleitamento por copo. Ela teve como orientadora, a professora Ercília Maria Caroni Trezza, docente do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Unesp/Botucatu. O estudo teve a participação de 60 lactentes, nascidos a termo e sem intercorrências, entre dois e três meses de idade, e que foram divididos em três grupos: 20 com aleitamento materno exclusivo; 20 com aleitamento misto e uso da mamadeira; e 20 com aleitamento exclusivo com uso de copo.

    da assessoria/Fernando Hossepian

    Contato da fonoaudióloga Cristiane Gomes: cfg.fono@flash.tv.br

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    Aniversário...


    Graça, eu (Juliana), Milena, Telma e Regina

    Ontem foi meu aniversário e as companheiras do Origem organizaram uma festinha surpresa para mim...

    Obrigada, meninas!!!


    Graça, eu, Telma, Regina e Iza

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    Quarta-feira, Março 29, 2006

    Abaixo-assinado pela aprovação da Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional

    Toda a sociedade já pode apoiar publicamente e pedir aos congressistas a aprovação imediata da Lei Orgânica de Segurança Alimentar (Losan). O apoio público ao projeto de lei poderá ser manifestado através de assinatura do abaixo-assinado, que já está disponível no site do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e
    Nutricional (CONSEA). Qualquer pessoa, entidade ou instituição poderá assinar o abaixo-assinado e se juntar à luta pela aprovação da Losan.

    O Projeto de Lei está no Congresso Nacional desde o dia 17 de outubro de 2005 e foi apresentada pelo governo como Projeto de Lei prioritário. Aprovada por unanimidade na primeira comissão da Câmara, a de Trabalho, Administração e Serviço Público, a lei aguarda votação na Comissão de Seguridade Social e Família. Seu novo relator é o Deputado Feu Rosa (PP- ES).

    Principal deliberação da II Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, realizada em março de 2004, a Losan propõe a criação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), um importante passo para a institucionalização da Segurança Alimentar e Nutricional e para a garantia do Direito Humano à
    Alimentação como um objetivo permanente do Brasil.

    Assessoria de Comunicação do CONSEA
    (61) 411.3349 / 2747

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    O ORIGEM é membro do FBSAN (Fórum Brasileiro de Segurança Alimentar e Nutricional) e participará do V ENCONTRO DO FBSAN que acontecerá nos dias 03 e 04 de abril em Belo Horizonte/MG.

    "As diretrizes definidas no IV Encontro, realizado em meados de 2003 (início do Governo Lula), correspondiam ao período de dois anos. Em 2006, é necessário que se atualize e aprofunde diversas questões que estão presentes no atual contexto brasileiro, discutindo novas diretrizes e estratégias para o próximo Biênio 2006-2008. Para isso, a Coordenação do FBSAN propõe que os seguintes pontos sejam debatidos e aprofundados:

    - Análise de conjuntura, sob a ótica dos diferentes campos temáticos que têm trabalhado em parceria com o FBSAN, refletindo sobre: a) as contradições e/ou confluências entre as políticas macro-econômicas e de SAN do atual governo; b) a existência ou não de elementos de sustentabilidade nas políticas de SAN já implementadas; c) as estratégias da Sociedade Civil (especialmente as do campo temático dos expositores) para garantir a segurança alimentar e nutricional e a soberania alimentar. O conteúdo das exposições subsidiará a discussão dos grupos de trabalho, onde serão aprofundadas as estratégias da sociedade civil.

    - Será efetuado um balanço do que foi realizado pelo FBSAN nos últimos dois anos, destacando os principais avanços, as dificuldades mais significativas para a atuação do Fórum e as perspectivas e desafios para o próximo biênio.

    - Apresentação e debate de experiências de Fóruns Estaduais, com o objetivo de: a) aportar elementos para a discussão das contradições, dificuldades e avanços do Fórum nas regiões, estados e municípios; b) analisar os processos de articulação e de comunicação entre o FBSAN e os Fóruns Estaduais.

    - À luz das discussões efetuadas no decorrer do V Encontro serão debatidos a estrutura e os mecanismos de funcionamento do FBSAN para o próximo biênio. Procede-se, em seguida, a apresentação e discussão das chapas e/ou nomes para constituírem a nova coordenação do FBSAN (período 2006-2008).

    - Finalmente, ocorrerá o encerramento do V Encontro com a leitura e aprovação da Carta Política e possíveis moções."


    Mais informações consulte o site do FBSAN

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    Terça-feira, Março 28, 2006

    ATENÇÃO, ATENÇÃO...ENCONTRO NACIONAL DE ALEITAMENTO MATERNO 2006

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    Domingo, Março 26, 2006

    Cenas de machismo explícito no Senado
    Fátima Oliveira*

    A ministra Ellen Gracie Northfleet foi eleita pelos seus pares, em 15 de março, para a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) nos próximos dois anos, a partir de 30 de março. É primeira mulher a presidir o STF. A sua eleição é um marco histórico da chegada das mulheres aos espaços de poder, de fato com poder.

    Mas nem as deusas, e muito menos os deuses, nos livraram e nos guardaram das abomináveis cenas de machismo explícito na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, no último dia 22, por ocasião da sabatina protocolar da ministra Ellen Gracie Northfleet para o cargo de presidenta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - aprovada na CCJ do Senado, por 61 votos a favor, uma abstenção e um voto contrário.

    Basta mirar de longe duas manchetes que falam por si: "Elogios e gafes marcam sabatina de Ellen Gracie" (Mariângela Gallucci. Estadão, 23.03.06) e "Machismo marca sabatina de Ellen Gracie" (Silvana de Freitas. FSP, 23.03.06), que são suficientemente reveladoras da deselegância, da ignorância e da falta de respeito para com as mulheres que galgaram espaços de poder pelos seus inegáveis méritos de competência profissional.

    O ocorrido cala fundo. Há senadores que ainda não se deram conta que os tempos são outros e não comportam mais atitudes machistas como algo natural e aceitável, sob o rótulo de galanteios tão antigos que nos tempos atuais soam como palavras de baixo calão.

    Imagine o quanto é constrangedor para uma pessoa - a única mulher numa corte de 11 integrantes do STF, que lá chegou em cima dos seus méritos profissionais - ter de ouvir no Senado da República pérolas machistas (louvor aos seus atributos físicos de mulher bela) que invisibilizam ou relativizam a sua competência técnica e intelectual para o lugar que ocupa. O Estadão errou quando classificou como gafes cenas de machismo rasteiro.

    Mas revisitemos o que a ministra teve de suportar heroicamente e mantendo a calma:
    "Ouvi falar muito da sua competência, do seu conhecimento jurídico e sua intelectualidade. Mas o meu voto ainda leva em conta a beleza e o charme. Assim voto com muito prazer" (Senador Wellington Salgado, PMDB-MG); "Como ginecologista, aprendi a lidar com as mulheres, a entender muito profundamente a sensibilidade feminina" (Senador Mozarildo Cavalcanti, PTB-RR, ginecologista e obstetra); e "A senhora não veio ser sabatinada, veio ser homenageada" (Senador José Agripino, PFL-RN). Ao que complementou o senador Alozio Mercadante (PT-SP, o líder do governo no Senado): "Eu não poderia deixar de participar dessa homenagem."

    Não me contenho e indago: onde o senador Mercadante aprendeu a se nivelar tão por baixo em galanteios fora de propósito, de hora e de lugar, ao se dirigir a uma cidadã? Com certeza não foi isso que as Mulheres do PT lhe ensinaram. E, espero, sinceramente, que a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), chame seu colega de partido para um corretivo público. No mínimo. E a cena só não foi pior porque o senador Pedro Simon (PMDB-RS) se manifestou dizendo que os gaúchos sentem orgulho por sua ministra. E o presidente do Senado, Renan Calheiros, soube usar as palavras adequadas para a ocasião: "A posse da ministra Ellen Gracie Northfleet na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) era um acontecimento emblemático para as mulheres brasileiras" pelo simbolismo da "presença das brasileiras, pela primeira vez, na chefia de um dos poderes da República."

    Até o presidente da CCJ, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), se deu conta do teatro de absurdo inqualificável que ali se desenrolava e "tentou reparar declarações como a de Salgado. Disse que a ampla aceitação do nome dela se devia 'à elegância física e moral, à dignidade e sobretudo à competência' da ministra".
    E aqui, eu que jamais imaginei ter algum motivo, além de sua defesa do direito ao aborto por anencefalia, para elogiar ACM, sinto-me no dever ético de fazê-lo aqui pelo seu aguçado senso de percepção que ali se desenrolava um enredo surrealista que poderia levar o Senado a "dar com os burros n'água". E levou mesmo.

    Para além da indignação com esse abominável teatro machista no Senado da República, precisamos refletir e refletir sobre ele e tentar tirar algumas lições. Em primeiro lugar, é patente que o Congresso Nacional precisa adotar, a cada legislatura, algo do tipo "Capacitação em direitos da mulher: noções básicas sobre história da mulher; gênero e feminismo" - um "cursinho madureza presencial", obrigatório para poder ser diplomado/a deputado/a federal ou senador/a.

    Com qual finalidade? Combate à ignorância e tentar trazer parlamentares para o mundo real fora de contextos culturais oligárquicos de currais eleitorais e de ascensão de mulheres aos espaços de poder via relações de parentesco de pai, irmão, marido e ex-marido. Estou convencida que é a única maneira de banir tanta ignorância, deselegância e falta de desconfiômetro por parte de parlamentares no trato com mulheres em geral, mas em especial, com aquelas em espaços de poder.

    E mais, acho que é uma tarefa emergencial da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), já para a próxima legislatura, pois estamos diante de algo que não é apenas uma mera falta de traquejo. É machismo dos tempos da Pedra Lascada. Basta ver o ar de inocente galanteio como os referidos senadores se dirigiram à ministra. Puxo pela memória, do alto dos meus 53 anos, e não consigo recordar de falta de compostura maior diante de uma autoridade com o poder da ministra Ellen Gracie. E só tiveram a desfaçatez de adotar tal comportamento apenas porque ela é uma mulher!
    Todos estavam crentes que estavam abafando! Pior, demonstraram que falar aquilo era dar o melhor de si para "homenagear" a ministra. Ah, coitados! Como dizemos em Minas: "Sangue de Jesus tem poder"! Mas está coberta de razão uma amiga que não teve dúvida em dizer: "Baixaria o pronunciamento dos senadores sobre a beleza e o conhecimento "profundo" que os cabras machos têm das mulheres... e do "prazer" em votar em Ellen Gracie."

    Em segundo lugar, referendando a afirmativa que "Para ofensas públicas, o ético é que as desculpas sejam públicas", considero indispensável que a SPM instrua os senadores que se comportaram de forma tão acintosa para que peçam desculpas públicas à ministra Ellen Gracie Northfleet e às brasileiras. Sim, às brasileiras! Pois o comportamento reprovável de alguns senadores diante da ministra maculou a cidadania de todas nós. Eu fiquei pessoalmente ofendida. E considero um desrespeito aos meus direitos humanos que as cenas de machismo protagonizadas no Senado acabem virando pizza. Não podemos permitir. As pessoas só fazem conosco aquilo que permitimos.

    (*) Médica, secretária executiva da Rede Feminista de Saúde
    www.redesaude.org.br

    Obs: Este comentário será arquivado em JUDICIÁRIO.

    Artigo enviado às 26/03/06, dia 26/03/06 por Mhario Lincoln - Categoria: Judiciário

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    Sexta-feira, Março 24, 2006

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    Quarta-feira, Março 22, 2006

    Direito Humano à Comunicação: que bicho é esse?
    Por Ivan Moraes Filho(1)


    Desde cedo, aprendemos que a comunicação é um ato inerente ao ser humano. A teoria é simples. A comunicação é um processo. Um emissor (ou emissora), manda uma mensagem, através de um meio, que trafega por um canal até chegar a um receptor - ou receptora. A mensagem sempre vem num código (língua portuguesa, linguagem de sinais, etc) e tudo o que possa atrapalhar a fiel recepção da mensagem é ruído.

    Até ai, tudo bem. E onde entra esse tal direito humano à comunicação? Se do direito à saúde fazem parte o acesso a unidades hospitalares, a disponibilidade de medicamentos e uma política de saúde preventiva, o que compõe o direito humano à comunicação?

    Direito social e político, a comunicação é garantida quando temos a liberdade (e os meios) para sermos emissores(as) de nossas próprias mensagens e quando não somos privados de sermos receptores(as) de toda e qualquer mensagem que nos interesse e que tenha sido enviada por quaisquer emissores(as), livre de obstáculos ou de censura externa (governamental ou empresarial). Complicou?

    É simples. Toda pessoa humana tem o direito de dizer o que quiser, através dos meios que achar conveniente, além da liberdade de receber informações vindas de fontes diversas, livres de filtros, preconceitos ou distorções.

    O primeiro passo para descobrir o direito humano à comunicação (e suas violações) é admitir que vivemos numa sociedade midiada. "Hoje, as instituições e relações comunicativas definem e constroem o social; elas ajudam a construir o político, elas são mediadoras das relações econ6omicas produtivas; elas se tornaram uma força material nos modernos sistemas industriais; elas definem a própria tecnologia e elas dominam o cultural". (2)

    Ou seja, o conflito, o debate de idéias dos tempos contemporâneos vem saindo das ruas. Foi-se o tempo da ágora grega e dos comícios em praça pública. A discussão, hoje, acontece nos veículos de comunicação de massa, na mídia. O que está na mídia, existe, pode ser debatido. O que não está na mídia, não nos interessa. Não existe, não é fato. (3)

    Por mais que não sejamos impedidos de nos comunicar interpessoalmente, por mais que não se costurem bocas e se atem braços, é fato que uma parcela significativa da sociedade está alijada de participar desses espaços de diálogo. À margem de todo o preocesso, não podem disputar a garantia de seus demais direitos. Como percebemos os direitos humanos como inseparáveis, interdependentes e universais, podemos ver que alguma coisa está errada.

    Imagine que você acordou de manhã e percebeu que todas (eu disse todas!) as escolas do Brasil tivessem sido privatizadas. Tá bom, tá bom, teríamos um ou outro colégio público, sem capacidade para servir as comunidades. Só que nesses colégios faltariam verbas, profissionais e equipamentos. A livre concorrência aplicada à risca decidiria quais seriam os conteúdos ensinados nessas unidades de educação. Alguns colégios ("porque o povo gosta!"), poderiam oferecer cursos técnicos (aprovados pelo Ministério, claro) de sonegação fiscal. Meninas poderiam ser obrigadas a cursar disciplinas de corte e costura e strip tease, enquanto rapazes teriam a opção entre "Como educar sua mulher" ou "Batendo sem deixar marcas". Imaginou? Pois é mais ou menos isso o que acontece com a comunicação.

    A esmagadora maioria dos meios de comunicação em massa no Brasil pertencem a uma pequena elite masculina e branca, do centro sul do país. (4) Como cabem numa sala de conferência, esses "donos da mídia" acabam ditando os assuntos que serão pauta no país. De suas mesas, acabam decidindo aquilo que vai ser conversado na sua mesa de jantar. Submetidos apenas às leis do mercado, esses veículos encontram-se engessados por fórmulas de forma e conteúdo. Deixam de contemplar a diversidade da cultura brasileira e acabam validando velhos estigmas. Não porque os profissionais que atuam nesses meios sejam necessariamente elitistas e preconceituosos, mas porque atuam numa indústria em que a informação é tratada como simples mercadoria. Qualquer ousadia que possa custar preciosos pontos de Ibope é descartada sem pestanejar.

    Como acontece em todos os demais direitos humanos, compete ao Estado a efetivação do direito à comunicação. Antes de mais nada, é imprescindível que os governos (em todos os seus níveis) destinem verbas para este fim. Não apenas para divulgar suas ações na mídia, registre-se. Mas para ampliar o acesso da população às novas tecnologias da informação e comunicação (como a Internet), estimular a sociedade a produzir instrumentos de comunicação e fomentar a ação das mídias populares e comunitárias. Afinal serão estes veículos os responsáveis pela consolidação do tão esquecido sistema público de comunicação previsto na Constituição Cidadão de 1988. (5)

    Um dos principais problemas para a disseminação desse direito é a ausência da da discussão sobre ele na própria mídia (por que será?). Assim, é necessário e imprescindível a um amplo, paciente e insistente trabalho de sensibilização que tem nos movimentos sociais sua base prinicipal. É preciso que casa vez mais pessoas percebam o direito que têm e que a discussão rompa as barreiras, chegando às mesas de jantar do Brasil inteiro. Aí, sim, teremos um bom começo.

    (1)Jornalista, coordenador do programa de Comunicação do Centro de Cultura Luiz Freire, integrante do Movimento Nacional de Direitos Humanos, do Fórum Pernambucano de Comunicação e da Cris Brasil - Articulação Nacional pelo Direito Humano à Comunicação.
    (2)Hall, 1989, 43.
    (3)Teoria do Agenda Setting, Maxwell MecCombs e Donald Shaw, 1972. In: TRAQUINA, Nelson. O poder do jornalismo: análise e textos da teoria do agendamento.
    (4)Projeto de Governança Global, Intervozes, 2005.
    (5)CF/88 Art 21.

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    Domingo, Março 19, 2006

    Dia 15 de Março: Dia Nacional do Consumidor

    Bebê é consumidor?*

    Essa é uma boa pergunta para refletirmos de que maneira os bebês têm sido tratados na qualidade de consumidores, indefesos, que são. Sim, porque consomem passivamente aquilo que lhes é imposto, tão gentilmente, por seus cuidadores. São consumidores de fraldas descartáveis, de sabonetes, cremes para assadura, shampoos, talcos, lavandas, brinquedos, chupetas, mamadeiras, mordedores, lacinhos para o cabelo (que nem sempre possuem), chazinhos, papinhas, farináceos, e toda sorte de leites industrializados e comercializados para a alimentação infantil. É claro que os pais ou cuidadores naturalmente pensam em comprar e proporcionar o melhor para os seus bebês e, esses produtos atraem pela beleza e praticidade que proporcionam. No entanto, se os bebês pudessem escolher, será que optariam aos apelos desse consumo? Será que não são alvos das propagandas das indústrias? Em se tratando de alimentos, qual seria o melhor, mais seguro, oportuno e adequado ao bebê na primeira infância?

    Atualmente tem se falado muito em segurança alimentar e, sem dúvida, a segurança começa quando o bebê recebe de sua mãe o primeiro alimento. O leite humano é espécie-específico, por isso é seguro. A amamentação é recomendada exclusivamente ao seio até o 6º mês e continuada após a introdução correta, apropriada, segura e oportuna de alimentos, até os dois anos ou mais. É fato que muitas mães em virtude de fatores sociais, culturais e físicos, em menor escala, não são bem sucedidas com a amamentação e necessitam do apoio de sua comunidade, de seu empregador, companheiro, amigos e, principalmente de profissionais de saúde qualificados para que, se desejarem, possam por em prática o direito de amamentar. Direito esse, que está diretamente associado ao direito do bebê em receber esse primeiro alimento, livre de contaminantes, corantes e outros ingredientes que possam afetar a sua saúde.

    É para defender o consumidor infantil que o governo acabou de assinar uma Lei que regulamenta a fabricação e comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância. Todos devem estar atentos às práticas de comércio existentes e que podem afetar as decisões dos pais e familiares. Por exemplo, você sabia que é proibido fazer propagandas e ofertas de Fórmulas Infantis, bicos, chupetas e mamadeiras? Que os demais leites, aqueles de caixinha, quando são vendidos a preço reduzido devem ser acompanhados de uma frase de advertência. Tem muita coisa que o consumidor não sabe a respeito desses alimentos porque não é conveniente divulgar. Que as fórmulas não são estéreis e que algumas já foram apreendidas pela Vigilância Sanitária por causarem riscos á saúde dos bebês... Que as chupetas contêm substanciais tóxicas, cancerígenas até!

    E para concluir, nesse dia nacional do consumidor, é bom lembrar que os estudos mostram que a desnutrição tem sido responsável, direta ou indiretamente, por 60% das 10,9 milhões de mortes anuais, no mundo todo, entre crianças abaixo dos cinco anos de idade e, que mais de 2/3 destas mortes, muitas vezes estão associadas às práticas alimentares inadequadas, e ocorrem no primeiro ano de vida. Esses são bebês consumidores que poderiam ter usufruído o direito de receber o melhor alimento na melhor embalagem.

    *Rosana De Divitiis
    Socióloga
    Coordenadora da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar Rede IBFAN Brasil
    divitiis@terra.com.br

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    Sábado, Março 11, 2006

    Estatuetas de Mulheres Amamentando

    Olha que linda parte da nossa coleção de estatuetas de mulheres amamentando...Temos obras de arte de várias partes do mundo!

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    Mobilização no Dia Internacional da Mulher

    No dia 08 de março, pela manha, participamos em Olinda da manifestação da ONG Coletivo Mulher Vida pelo Fim do Tráfico de Mulheres.



    Ainda em Olinda participamos da audiência com a prefeita Luciana Santos pela implantação da Coordenadoria da Mulher de Olinda.



    De tarde participamos da grande passeata das Trabalhadoras Rurais pelo centro do Recife.

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    II Vigília pelo Fim da Violência Contra as Mulheres

    Dia 07 de março o Origem participou da II Vigília pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

    Depois da I Vigília pelo Fim da Violência contra as Mulheres, realizada em Pernambuco, no final de janeiro, organizações de mulheres de 25 estados do país, ligadas à Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), se mobilizaram para uma ofensiva nacional de denúncia e atos públicos nas capitais, dentro das manifestações da semana do 8 de Março - Dia Internacional da Mulher. Em alguns estados, a vigília ocorreu por toda a noite, terminando no dia 8. Em outros, foram programadas vigílias para o dia 9, chegando a um total de 22 vigílias.

    Nos estados onde esta atividade não foi realizada, as manifestações foram marcadas por atos públicos e audiências com Tribunal de Justiça para criação de varas especializadas em violência doméstica e familiar contra a mulher, como é o caso de Alagoas. No Rio Grande do Sul, houve uma grande passeata para dar visibilidade aos serviços da rede de atendimento à mulher; divulgar os números da violência doméstica e propor a intensificação de políticas públicas. Em Mato Grosso do Sul, um ato com a imprensa e coleta de assinaturas para o Supremo Tribunal Federal, em contraponto ao manifesto encaminhado por magistrados, que se opõem à estrutura judiciária proposta pelo Projeto de Lei 4559/04, que retira os crimes de violência contra a mulher do rol de crimes de menor potencial ofensivo, cuja pena pode ser uma simples cesta básica. Em São Paulo, foi realizado um ato político contra a impunidade e também pela aprovação desse Projeto de Lei. (mais informações: Observatório da Violência Contra as Mulheres)





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    Quarta-feira, Março 08, 2006

    Dia Internacional da Mulher

    Dia de todas as Mulheres

    Momento oportuno, mas não único, para reflexão sobre a situação das mulheres em todo mundo

    Reafirmação da luta pelo fim de todo tipo de violência contra as mulheres

    Luta pela garantia dos nossos direitos!



    Vamos para as ruas!!!

    E não deixemos transformar este marco tão importante em apelo consumista

    08 de Março: Dia de Luta e Reflexão!

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    Sexta-feira, Março 03, 2006

    Atenção! Preparação para o DIA INTERNACIONAL DA MULHER

    O ORIGEM é uma ONG que luta pelos direitos das mulheres, desta forma participamos do Movimento de Mulheres e o dia 08 de Março (Dia Internacional da Mulher) é um dia muito importante para nós.

    A próxima Vigília pelo Fim da Violência Contra a Mulher acontecerá no dia 07 de Março, mais informações no site Observatório contra a Violência contra a Mulher.

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    Acompanhamento do Grupo de Apoio à Amamentação do Chié

    O Chié é uma comunidade que se encontra no bairro de Campo Grande em Recife, Pernambuco. O Grupo de Apoio à Amamentação do Chié existe há mais de 10 anos, este grupo de mulheres é reconhecido pela dedicação que as participantes têm no apoio e promoção do aleitamento materno em sua comunidade. São realizados semanalmente encontros da amamentação, nos quais a comunidade é convidada, principalmente gestantes e nutrizes. Nestes encontros são realizados exposiões e discussões de temas e experiências sobre amamentação e outros assuntos de interesse das mulheres como, por exemplo, pré-natal, gravidez, parto, alimentação da gestantes, etc.

    Dia 23 de fevereiro o Origem realizou o acompanhamento ao Grupo do Chié, no qual fora duscutidas questões para um melhor funcionamento do grupo.


    A reunião de acompanhamento foi realizada na Associação de Moradores da comunidade


    Os encontros da amamentação são realizados na Associação de Moradores

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    Nesse Blog você vai acompanhar nosso dia a dia e entender como é o trabalho de uma ONG que apoia, promove e defende a amamentação!

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